Os 5 Principais Sintomas Causados pelo Alto Nível de Estresse no Trabalho

Tem trabalhado em excesso ultimamente e seu corpo está começando a apresentar sinais indesejados repetidamente?

Pressão para bater metas, salários atrasados, o chefe é muito exigente, aquele colega em quem você não pode confiar: o dia a dia de uma empresa pode ser bem estressante. E, mesmo que o alto nível de estresse no trabalho sempre tenha sido um problema, a crise financeira no Brasil agravou ainda mais isso. 

Essa situação, no entanto, pode causar mais problemas do que se imagina. Muita gente sente dores agudas e passageiras. E, embora a maioria ignore esses sintomas, todo cuidado é necessário. Isso porque algumas doenças crônicas e graves estão relacionadas a esse tipo de rotina. 

Se você, por acaso, está com insônia, dores no abdômen ou sente o coração palpitando muito, talvez o elevado estresse seja mais crítico do que você poderia pensar. Portanto, é preciso tomar as devidas precauções para controlar e impedir que isso tenha mais consequências em longo prazo.  
 
Porém, antes de falar sobre os sintomas do estresse, é preciso que você entenda o que é esse incômodo e por que ele é tão prejudicial para sua saúde. Também saiba que tipo de tratamento é mais efetivo para levar uma vida mais benéfica e proveitosa.

Estresse tem consequências devastadoras

De forma objetiva, o estresse se trata de um desgaste físico e emocional. Ele se manifesta como um estado de alerta. Ou seja, nosso organismo o considera um tipo de ameaça. É aí que começam os sintomas. 

Isso porque, quando esse esgotamento é intenso, uma série de reações é desencadeada no nosso corpo. A descarga de adrenalina no sangue é uma dessas respostas. Ela faz o coração bater mais rápido, a respiração se torna ofegante, e os músculos ficam mais tensos. 

E a repetição constante desses comportamentos leva à produção de certos hormônios, que acarretam o agravamento dos sintomas do estresse.

Relacionamentos e qualidade de vida são afetados pelo estresse

Problemas financeiros, sociais ou conjugais são apenas algumas das causas que levam indivíduos a ter um alto nível de estresse. Isso causa não somente sofrimento, mas também prejuízos clínicos. Não é à toa que esse se tornou um problema de saúde pública no Brasil. 

A parte de relacionamentos também acaba sendo afetada. Depois de um dia estressante de trabalho, muitos ficam sem paciência para educar os filhos e lidar com outros familiares. E isso afeta a qualidade de vida de uma maneira devastadora. 

Mas, muita gente deve estar se perguntando: “afinal, como saber se estou com estresse?”

Sintomas do estresse são emocionais, mentais, físicos e comportamentais

Quando estamos estressados, geralmente tomamos atitudes precipitadas. Ou seja, acabamos descontando mais nos outros. Isso porque nos tornamos hipersensíveis às situações do dia a dia, principalmente aquelas que desencadeiam uma emoção negativa. 

Assim, temos determinadas respostas reativas, que costumam ser de irritação, frustração, medo, apreensão, ansiedade ou depressão. E, depois de um tempo, o corpo começa a demonstrar sinais através da fadiga mental para executar trabalhos mais complexos. 

Muitos ainda enfrentam a perda da disposição e a dificuldade em manter o foco de atenção. Ou seja, percebe-se uma deficiência geral no funcionamento intelectual. Essa é uma reação do nosso cérebro para nos preservar do excesso de informações alarmantes. 

De acordo com a psicóloga Célia Naime, existem ainda outras consequências que alto nível de estresse acaba desencadeando:

- Procrastinação de tarefas importantes;
- Abuso do álcool ou de medicamentos;
- Excesso de comida ou problemas para comer;
- Perda ou ganho de peso excessivo;
- Afastamento de amigos;
- Falta vontade de sair da cama;
- Inquietação: quando os pés ficam balançando sozinhos;
- Gagueira;
- Entre outros.

E, muitas vezes, isso acontece porque não prestamos atenção aos sinais que o corpo dá. São muitas as manifestações que o estresse demonstra. E, no campo físico, existem cinco sintomas principais que ocorrem quando se passa por esse problema:

1) Dores de cabeça

Quando a cabeça começa a doer muito, sem nenhum motivo aparente, o estresse pode ser o grande responsável. Existe até um nome para esse tipo de angústia: cefaleia tensional. 

Os que passam por isso costumam dizer que é como uma faixa apertando sua cabeça. E a intensidade costuma ser de leve a moderada. Dados da Sociedade Brasileira de Cefaleia indicam que a quantidade de brasileiros que sofre com isso pode chegar a 74%. E isso é preocupante. 

2) Dores no abdômen

Outro sintoma comum do estresse são as dores abdominais recorrentes. Elas algumas vezes se confundem um pouco com dores no peito. E muitas vezes a causa são distúrbios digestivos, como diarreias etc., que surgem por causa dele, na verdade. 

Muitos começam a comer muito rapidamente ou a ingerir mais alimentos que o necessário por causa do estresse. E isso também pode ser uma das causas para esse tipo de dor. 

3) Insônia 

A adrenalina e o cortisol, dois hormônios liberados quando existe estresse, alteram os batimentos do coração. E essa falta de sincronia pode alterar os padrões de sono e causar a insônia. 

Portanto, se você começar a ter problemas na hora de dormir, desconfie. Não ignore esses sintomas, porque eles podem levar a consequências bem mais graves.

4) Esgotamento físico e mental 

Esse aqui, na verdade, é o mais comum sintoma do estresse. E é, como dito antes, uma reação do cérebro a tudo aquilo que ele não consegue processar bem. Com isso, as funções do corpo e da mente começam a ficar comprometidas.

5) Dores no peito e batimentos cardíacos acelerados 

Também ocasionada pelos hormônios do estresse, a dor no peito exige uma atenção especial. Na verdade, ela pode ser um tipo de resposta do corpo a essas substâncias.

A chamada taquicardia também está entre os principais sintomas do estresse. A descarga de adrenalina provoca a aceleração do coração. E esse pode ser o ponto de partida para grande parte dos outros prognósticos.

Mas nem todos sentem todos esses sintomas

Cada pessoa tem características diferentes e que contribuem para determinar a reação ou sensibilidade de um indivíduo ao estresse. Isso inclui as questões individuais e influências genéticas, inibições, práticas educacionais, presença de doenças ou transtornos psiquiátricos parentais, entre outros.

Como tratar o estresse com a terapia cognitivo-comportamental? 

A presença de um especialista é essencial no tratamento do estresse. E a terapia cognitivo-comportamental (TCC) pode ser a chave para que o indivíduo compreenda melhor seu problema.

 

Princípios básicos da TCC

 

Os objetivos centrais da TCC são: a resolução de problemas atuais do paciente e a modificação de pensamentos e comportamentos limitantes, ou seja, velhos padrões que não mais funcionam.

 

A TCC baseia-se na análise dos fatores de vulnerabilidade, isto é, fatores que desencadeiam e mantém os transtornos e problemas do paciente. As emoções, as reações fisiológicas e o comportamento das pessoas são determinados pelos significados que são atribuídos a si, ao mundo e ao futuro.

 

Isso tudo é influenciado pelo entendimento individual que tem das situações e não dos eventos em si. Por isso cada individuo compreende as situações com um viés particular. Portanto, essa é uma terapia voltada para a tomada de consciência por proporcionar uma compreensão mais profunda do problema.

 

Nesse sentido, é voltada para a “ação”, a parte mais importante que proporciona ao paciente aprender novas habilidades para resolver e gerenciar problemas, onde ele próprio acentua sua responsabilidade e diretriz no processo terapêutico.

 

Além disso, a TCC é um modelo de psicoterapia com um conjunto de princípios e estratégias que se combinam com a teoria dos transtornos emocionais e achados empíricos consistentes baseados em estudos clínicos científicos que apoiam a eficácia desta abordagem.

 

O TCC no tratamento do estresse

 

A TCC é uma terapia estruturada e segue um modelo básico, onde é indispensável uma boa relação terapêutica em que ambos têm um papel ativo.

 

É feita uma avaliação inicial que compreende o relato de queixas, sintomas e histórias relevantes, por meio das quais todas as áreas da vida são examinadas. Dentre essas, estão: área profissional, conjugal, familiar, social, autoconceito etc. E, então, são definidas as metas, que facilitam a definição dos problemas que estão ocorrendo em cada área.

 

Os problemas são conceitualizados, isto é, descritos e explicados, facilitando os pontos de vista, tanto para o paciente como para terapeuta compreenderem, como suas crenças subjacentes dão origem a pensamentos específicos, em situações especificas, influenciando seu mal-estar e ações disfuncionais;

 

Também são definidas as características positivas do individuo, pois estas o ajudarão durante o processo terapêutico. Assim, o terapeuta estimula o paciente a questionar-se pelas evidências que apoiam seus pensamentos e crenças distorcidas, para que os mesmos sejam flexibilizados, promovendo mudanças.

Ainda tem dúvidas se sofre de estresse?

Agende uma consulta com a psicóloga: (43) 3326-6828